Menstruação: métodos alternativos ao absorvente comum

Na última década, consumidores de diferentes segmentos econômicos vêm procurando produtos e serviços que sejam mais responsáveis com o meio ambiente. Essa mudança de paradigma é fundamental para garantir a continuidade do planeta e dos humanos enquanto espécie.

Menstruação



Na indústria da moda, crescem as tendências upcycling, que defendem a reutilização criativa de peças, que passam a ser modificadas e usadas com um novo propósito a fim de criar visuais mais duradouros.

No mercado da higiene íntima, cresce a busca por produtos reutilizáveis a fim de consumir menos plástico e reduzir o tempo de decomposição dos produtos. Por isso, se você quer substituir o absorvente descartável por outros métodos que provoquem menos prejuízos ao meio ambiente, como a calcinha absorvente e o coletor menstrual, confira algumas dicas.

Impactos ambientais


Os absorventes descartáveis se popularizaram em diferentes regiões do mundo na década de 1950. Esses produtos são feitos a partir de diferentes tipos de plásticos (como propileno, polietileno, adesivos termoplásticos, entre outros).

A principal vantagem do absorvente descartável é a sua praticidade. Contudo, esse produto também provoca diferentes prejuízos ao meio ambiente. Calcula-se que cada absorvente descartável leve uma média de 100 anos para se decompor.

Além disso, muitos países (como o Brasil) ainda não realizam a reciclagem desse produto e não têm um manejo adequado sobre o seu processo de descarte, o que faz muitos absorventes usados ficarem depositados em lixões e aterros sanitários, podendo, assim, contaminar lençóis freáticos com os aditivos químicos que possuem.

Coletor


Nesse contexto, mulheres de diferentes culturas vêm buscando alternativas mais responsáveis do ponto de vista ambiental. Um deles é o coletor ou “copinho” menstrual. O primeiro coletor desse tipo foi criado em 1937 pela atriz Leona Chalmers, nos Estados Unidos.

Esse item consiste em uma estrutura feita de silicone em forma de taça, apresentando cerca de 7 centímetros de altura e 4 de diâmetro. Basta inseri-lo no interior do canal vaginal e encaixá-lo no colo do útero para coletar o sangue durante o período menstrual.

Este item apresenta inúmeras vantagens: além de ser reutilizável (bastando ser lavado com água entre uma troca e outra), ele pode ser utilizado por até 8 horas seguidas (dependendo da intensidade do fluxo), tem uma vida útil média de 10 anos e é mais vantajoso economicamente a longo prazo (um coletor custa, em média, entre 80 e cento e 150 reais).

Diferentemente dos absorventes tradicionais, o coletor não altera a flora vaginal normal e mantém os fluidos vaginais dentro da vagina (sem sugar aqueles saudáveis e responsáveis por manter a hidratação e a lubrificação naturais dessa área).

Calcinha absorvente


Esse é outro item que vem ganhando popularidade nos últimos anos. Essa lingerie é clinicamente e dermatologicamente testada, feita com tecidos biodegradáveis e tecnologias específicas que a fazem absorver o sangue menstrual sem deixá-lo vazar.

Ela também é economicamente mais vantajosa em comparação aos absorventes descartáveis (custando entre 75 e 95 reais), é fácil de ser lavada (à mão ou na máquina) e pode ser utilizada por até 6 horas seguidas. Essa calcinha ainda apresenta secagem rápida e é hipoalergênica, o que garante à mulher usá-la sem riscos de desenvolver alergias.


Absorvente de pano


Esse é outro recurso interessante para quem deseja utilizar produtos que provoquem menos prejuízos ao meio ambiente. Esses absorventes podem durar até dez anos e são feitos de tecidos inteligentes, com alta taxa de absorção do sangue e que permitem uma boa circulação de ar na região íntima.

Além de ser benéfico para a sua saúde ginecológica, esse absorvente é gentil com a sua pele, não contém produtos químicos e é economicamente vantajoso a longo prazo (custando, em média, entre 20 e 110 reais).

Dessa forma, existem inúmeras possibilidades para quem deseja manter a saúde ginecológica e ser mais responsável com o meio ambiente. Antes de escolher um deles, verifique as recomendações da sua ginecologista e busque ajuda médica se sentir incômodos ou alterações do fluxo menstrual percebidos após o novo uso.
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