terça-feira, 8 de outubro de 2019

Como montar uma empresa de guincho

Você certamente já notou que a quantidade de veículos circulando nas cidades é grande e vem aumentando ainda mais, então em meio a tudo isso alguns serviços serão necessários e uma empresa de guincho pode ser uma ótima opção! 

O mercado é muito amplo e ao iniciar um negócio desse tipo é possível oferecer serviços de reboque, transporte de veículos e outros mais, sendo que o foco principal de uma empresa desse tipo é oferecer os serviços 24 horas, afinal nunca se sabe quando alguém vai necessitar do auxílio de um guincho. Naturalmente o negócio é muito simples, porém vai exigir uma quantia considerável de investimento inicial, mas poderá obter excelentes resultados atuando nessa área. 

O que você encontrará logo a seguir são dicas de como montar uma empresa de guincho passo a passo, pois o meu intuito aqui é lhe incentivar ainda mais a colocar sua ideia em prática com o máximo possível de êxito! 

Como funciona uma empresa de guincho?


Muitos iniciantes que chegam até aqui querendo saber como montar uma empresa de guincho acredita que a função de um negócio desse tipo é oferecer serviços mecânicos para veículos que com defeito ou que sofreram algum tipo de acidente. No entanto o funcionamento de um guincho é bastante simples, pois a sua principal função é transportar o veículo até uma oficina mecânica, uma borracharia ou até um local específico…nada mais que isso! Obviamente muitas pessoas não acreditam que esta ideia possa gerar bons resultados, mas se analisarmos bem o mercado, podemos ver que existe uma grande quantidade de veículos circulando, defeitos podem ocorrer a todo momento e além disso você poderá prestar seus serviços de outras formas que eu ainda irei mencionar a seguir. 

Enfim, você simplesmente irá receber as solicitações dos seus clientes, que geralmente serão feitas por telefone, e assim se deslocará até o local com seu caminhão guincho para prestar o serviço. De qualquer forma, se quiser realmente abrir um negócio de guincho em sua cidade, procure fazer um pequeno plano de negócios e avalie o mercado em sua região, para conhecer os possíveis concorrentes e as necessidades mais comuns. 

Como montar uma empresa de guincho?


Na grande maioria dos casos os clientes não irão diretamente até o seu estabelecimento, já que as solicitações acontecem quase sempre por telefone, porém mesmo assim é importante dispor de um local amplo que funcione como garagem para seus veículos. Além disso poderá montar um pequeno escritório de administração da empresa, colocando assim uma placa grande para dar uma visibilidade maior a sua empresa de guincho, já com relação a localização o ideal é apostar em bairros mais afastados do centro e que tenha baixa circulação de pedestres, podendo ser logo na entrada da cidade, próximo a postos de gasolina, de concessionárias de veículos ou algo do tipo. 

Para dar entrada no processo de formalização do seu negócio é recomendado procurar um contador desde o início, visando assim obter seu CNPJ e todas as licenças necessárias para iniciar o trabalho, sem se esquecer também de procurar uma forma de oferecer seguro aos veículos transportados por sua empresa, pois este é um diferencial que a maioria dos serviços de guincho oferecem e que certamente vai dar um destaque positivo para seu negócio! 


Veículos adaptados para guincho e investimento inicial


A maior parte do seu investimento inicial ficará por conta da compra e adaptação dos seus veículos para o serviço de guincho, sendo que precisará comprar 2 caminhões apropriados logo de início (sendo um para transporte de veículos pequenos e outros para veículos e maquinas maiores) custando no mínimo R$ 120 mil Reais cada um. A parte de adaptação exigirá uma prancha baixa, guindastes e várias outras coisas necessárias para ter os veículos prontos para trabalho, mas além disso vai comprar equipamentos de escritório para seu local fixo, terá gastos com a legalização do negócio, contratação de alguns funcionários (no mínimo 2 motoristas e 1 atendente), investirá na montagem e decoração da sua empresa, assim como vários outros detalhes. 

Por conta disso, estima-se que você precisará aplicar entre R$ 300 e R$ 370 mil Reais para iniciar uma empresa de guincho com 2 veículos, porém também é possível iniciar de forma simples com apenas um veículo adaptado e assim ir crescendo ao decorrer do tempo. O meu conselho acima de tudo é que faça um planejamento financeiro a respeito do custo necessário para iniciar seu negócio, pois assim é possível ter uma noção bem mais concreta. 

Clientes de uma empresa de guincho


Os clientes potenciais são exatamente as pessoas que estão com veículos quebrados em algum local, veículos que foram alvos de acidente de trânsito, pessoas que desejam transportar um veículo para algum lugar, poderá firmar parceria com concessionárias ou mesmo com o departamento de trânsito municipal que frequentemente poderá necessitar dos serviços para remoção de veículos, então existe uma clientela diversa para prestar seus serviços e caso ainda não exista muitas empresas atuando em sua região, as chances de sucesso são muito grandes, mas é necessário focar no bom atendimento aos clientes, ter agilidade e oferecer algum diferencial, como o atendimento 24 horas por dia, seguro do veículo e muito mais! 

Além do serviço tradicional de remoção veicular, quem busca mais informações sobre como montar uma empresa de guincho poderá trabalhar ainda com o resgate de caminhões, transporte de tratores e maquinas, assim como outros serviços básicos. 

Divulgação da empresa de guincho no mercado


Se você deseja saber como montar uma empresa de guincho de sucesso, então o meu conselho é que foque principalmente na divulgação do negócio, além de oferecer um serviço de qualidade. É essencial dar uma grande visibilidade às suas formas de contato, principalmente o telefone pois é através dele que a maioria das pessoas irá chegar até a sua empresa, então você poderá colocar anúncios em catálogos telefônicos físicos e online, no rádio, coloque placas ao longo das rodovias próximas a sua cidade e em postos de gasolina. Todas estas são formas de ir aumentando a visibilidade da sua empresa na região. A internet também não pode ser dispensada, pois em muitas ocasiões quando o carro da algum defeito, a primeira coisa que o motorista faz é tentar entrar na internet e pesquisar por uma empresa de guincho que possa lhe auxiliar, então por isso é válido criar um site próprio com informações claras e meios de contato, além de um perfil nas redes sociais! 

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Primeiros meses do seu filho na creche

Faz três meses desde que meu pequeno começou a creche e eu sinto que finalmente estamos estabelecendo uma rotina (você deve se lembrar do meu post de fevereiro, onde eu estava arruinada depois do meu primeiro mês ).

Essa constatação veio no início desta semana, quando chegamos ao centro e o rapaz teve uma fralda enorme soprada. Para piorar, o fato de ele ter apenas um par de pijamas "pequenos demais para ele" em sua bolsa de roupas extras.

 Dois meses atrás, esse incidente teria arruinado minha manhã inteira e acrescentado mais alguns cabelos grisalhos.

Seu professor infantil veio em socorro - mais uma vez - vasculhando a sacola de roupas extras e encontrando algo para ele usar. Eu nem sabia sobre esse esconderijo secreto!

Devo admitir que essa é apenas uma das muitas coisas que tive que descobrir sobre ter um bebê na creche. Olivia começou a Bright Horizons quando tinha 2 anos.

Os professores do meu pequeno têm sido ótimos em me ajudar logicamente a acelerar, mas emocionalmente eu desejava que alguém estivesse lá para me guiar.



Por isso, pensei em pagar antecipadamente por aqueles que se encontram nessa situação.

Aqui estão meus segredos para sobreviver aos primeiros dias e meses do bebê na creche:

Calcule a quantidade de tempo que você precisa para se preparar e trabalhar dentro do prazo ... e adicione 30 minutos extras .

Permitir tempo para lidar com coisas como explosões de fraldas e outros eventos inesperados contribui para uma manhã menos frenética. Você sempre pode usar o tempo extra por alguns minutos com o bebê.

Prepare o máximo que puder na noite anterior - mamadeiras, fraldas, roupas extras etc. - e coloque-as no carro (quando apropriado). Eu até lavo o cabelo à noite e uso touca de banho (quem se importa se eu pareço uma mulher de 80 anos?!?) Para me dar 15 minutos extras de sono.

Passe algum tempo conhecendo os professores do seu bebê . Este é o melhor conselho que posso lhe dar. Aproveito ao máximo a política de entrega da Bright Horizons no meu trabalho nos dias de casa.

Passar um tempo com os professores enquanto eles interagem com os bebês facilita minha mente naqueles dias em que estou no escritório. E o inevitável bate-papo me permitiu realmente conhecer os professores e me deixa mais confortável pedindo conselhos ou compartilhando minhas próprias instruções de cuidados com eles.

Estabeleça uma rotina, mas seja flexível quando for destruída . Honestamente, ainda estou trabalhando nisso porque meu pequeno continua acordando em um horário diferente todas as manhãs.

Mas nós temos uma ordem natural de atividades (o que é fundamental para minha filha de 5 anos, que sempre precisou de um pouco mais de estrutura em sua vida) para nos levar até a porta às 7:30.

Se você tem uma hora de viagem como eu ou uma viagem de 10 minutos para o trabalho, aproveite o tempo sozinho . Cante no carro ou ouça seu podcast favorito - faça algo para se desintoxicar do estresse da manhã ou prepare-se para a loucura da noite.

Sorria mesmo quando não lhe apetecer . Inevitavelmente, alguém sorrirá de volta para você (como a moça simpática que serve meu café pela manhã) e você será exaltado (por pelo menos um milissegundo, mas esperamos mais).

Ainda estou navegando no escuro na maioria dos dias, mas estou começando a ver um brilho de luz no fim do túnel. Tenho certeza de que vou aproveitar o sol até o próximo túnel chegar - fazendo a transição para o programa para bebês! Que conselho você deve compartilhar comigo e com outros pais sobre o início da creche?

Fonte: https://blogs.brighthorizons.com/familyroom/babys-first-day-in-daycare/

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Do casamento ao divórcio, ônibus da Justiça atende nos bairros de Campo Grande

Como um fórum sobre rodas, a Justiça Itinerante leva os serviços do poder judiciário aos bairros de Campo Grande de segunda a quinta-feira. Os casamentos são o ‘carro-chefe’ da Itinerante, mas a lista de serviços disponíveis é extensa e inclui até divórcio.

A Justiça Itinerante é chefiada pelo juiz Cezar Luiz Miozzo, da 8ª Vara do Juizado Especial da Capital, e existe desde 2001. Cerca de 20 mil atendimentos foram realizados entre fevereiro e julho deste ano.

A população pode realizar diversos serviços de competência dos Juizados Especiais, desde que seja possível a realização de uma conciliação entre as partes, é o que explica o juiz da Itinerante. Segundo Cezar Miozzo, o atendimento da Itinerante encurta os caminhos da justiça, já que as partes resolvem seus problemas de modo consensual.

“Para se ter uma ideia, temos casos em que resolvemos reconhecimentos de paternidade em 20 dias. Neste período é feito o exame de DNA e, com o resultado, já foi feito acordo sobre guarda, visitas e pensão alimentícia”, diz o magistrado.

Por sinal, quando existe um caso de reconhecimento de paternidade os próprios servidores da Justiça Itinerante encaminham o pedido de exame de DNA para o laboratório conveniado que cobra tarifa social. Caso a pessoa não consiga arcar com este valor, pode solicitar que seja feito de forma gratuita.

“A pessoa é considerada de baixa renda quando não pode arcar com o serviço de um advogado. Geralmente é considerado até cinco salários-mínimos. Contudo, a Justiça Itinerante, como qualquer outro órgão da Justiça brasileira, pode receber demandas de todas as pessoas. Não é raro atendermos, por exemplo, um casal que está se divorciando dirigir-se à Itinerante com seu advogado, pois tem renda maior, com um acordo pronto e pedir a homologação”, explica.

Confira alguns serviços disponíveis:


  1. orientações sobre ações de alimentos;
  2. cobrança;
  3. conversão de separação em divórcio;
  4. conversão de união estável em casamento;
  5. cumprimento de obrigação de fazer;
  6. declaratória de inexistência de débito;
  7. despejo e devolução de quantia paga;
  8. dissolução de união estável;
  9. divórcio direto;
  10. execução de alimentos;
  11. execução de título extrajudicial, de título judicial e de quantia certa;
  12. exoneração de alimentos, guarda, regulamentação de visitas e investigação de paternidade;
  13. modificação de guarda e oferecimento de alimentos;
  14. reconhecimento de paternidade ou de maternidade;
  15. reconhecimento de união estável;
  16. restabelecimento de sociedade conjugal, entre outros serviços de competência dos Juizados Especiais.

Vereador é preso por falta de pagamento de pensão alimentícia em Monte Santo de Minas, MG



O vereador Renato Vitor Marçal (PSDB), de 43 anos, foi preso na noite desta segunda-feira (23) por falta de pagamento de pensão alimentícia. Após o cumprimento de mandado judicial, ele foi conduzido ao Presídio de São Sebastião do Paraíso.

Segundo a Polícia Militar o valor devido é de mais de R$ 4 mil. Os policiais foram chamados para acompanhar um oficial de justiça no cumprimento do mandado judicial.

A Secretaria de Administração Prisional (Seap) informou que o vereador continua no presídio. O G1 tenta contato com a defesa do vereador, mas não conseguiu retorno até esta publicação.

A prisão por não pagamento de pensão está prevista no artigo 528 da Lei 13105/2015, Código de Processo Civil, e varia de um a três meses, além da prisão, é possível recorrer a outras medidas, por exemplo: bloqueio ou penhora de bens, inclusive o salário, bloqueio da CNH, protesto e etc.

Fonte: https://globoplay.globo.com/v/7947086/

sábado, 7 de setembro de 2019

Ação de Exoneração de Alimentos: Como Parar de Pagar Pensão?


 Você já ouviu falar em Ação de Exoneração de Alimentos? Essa é a ação judicial que pode te livrar do pagamento da pensão!
É verdade! Se você paga pensão alimentícia a algum familiar, mas acha que essa pessoa não precisa mais receber a pensão, você tem que conhecer esse tipo de ação judicial!
Além disso, a Ação de Exoneração de Alimentos também pode ser a medida ideal, caso você não tenha mais condições de arcar com o pagamento da pensão.
Então... se você se enquadra em alguma dessas situações, você não deixe de ler este artigo!
Aqui vamos te falar tudo sobre a Ação de Exoneração de Alimentos! O processo judicial que pode te livrar do pagamento da pensão alimentícia.
Se você quer saber se você tem esse direito, não deixe de ler este post!
Aqui vamos te mostrar como fazer para parar de pagar pensão alimentícia e quem tem esse direito.
É isso mesmo! Vamos te mostrar quais as hipóteses e os requisitos que possibilitam ingressar em juízo com uma Ação de Exoneração de Alimentos.

O que é Ação de Exoneração de Alimentos?

A ação de exoneração de alimentos é o processo judicial cabível para solicitar ao juiz que cesse a sua obrigação de pagar pensão alimentícia.
Ou seja, se você quer parar de pagar pensão, é este processo que o seu advogado deve ajuizar, demonstrando que você tem razão em fazer esse pedido.
Como assim?
É simples: ao entrar com uma ação de exoneração de alimentos, o seu advogado deve demonstrar ao juiz que você não tem mais a obrigação em pagar essa pensão.
O juiz ouvirá as partes envolvidas, colherá provas, poderá ouvir testemunhas, e, ao final, se considerar que você tem razão, dará uma sentença declarando que você não precisa mais pagar a pensão alimentícia.
Mas para isso tudo dar certo, você terá que provar que, no seu caso, realmente não há mais necessidade de pagar a pensão.

Mas… Quando não terei mais necessidade de pagar pensão? É isso que vamos te mostrar neste artigo!

Mas, antes de falar sobre quando não há mais a necessidade de pagar pensão, vamos primeiro falar um pouco sobre o que é a pensão alimentícia.

Pensão Alimentícia: Os Casos Mais Comuns

O que conhecemos popularmente por “pensão alimentícia” nada mais é do que o dever de pagar alimentos previsto em nosso Código Civil.

Pensão Alimentícia aos Filhos Menores

Em decorrência do poder familiar, esse é um dever dos pais, para com seus filhos menores de idade.
A pensão alimentícia deve ser paga até que o filho atinja a sua maioridade civil. Também é devida aos filhos incapazes (por alguma enfermidade, por exemplo) enquanto persistir essa incapacidade.

Pensão Alimentícia aos Filhos Maiores, até os 24 anos

O mesmo se aplica aos filhos maiores de idade, até completarem 24 anos, caso estejam cursando curso de graduação, desde que necessitem deste auxílio financeiro.
Desta forma também pode ser devida pensão aos filhos, até que atinjam 24 anos, se estiverem cursando faculdade e necessitem de tal auxílio.
Porém, destaca-se que nessa hipótese a pensão não é paga devido ao poder familiar, tendo em vista que essa relação entre pais e filhos se extinguiu com a maioridade do filho.
Mesmo assim, o direito à pensão pode persistir, mas por outro motivo: a relação de parentesco, como ocorre em outras hipóteses conforme veremos agora.

Pensão Alimentícia Decorrente de Relação de Parentesco

A pensão alimentícia também é devida a parentes, caso o juiz entenda que eles necessitem de ajuda financeira para a sua subsistência.
Assim, muitas vezes filhos podem ser condenados a pagar pensão alimentícia a pais idosos que não tenham fontes de renda, netos podem ser obrigados a pagar pensão a avós, e assim por diante…

Pensão Devida ao Ex-Cônjuge

Outro caso de imposição do dever de pagar pensão é em relação ao ex-cônjuge.
Esses são casos muito comuns, ocorre quando a esposa é dona de casa, cuida da criação dos filhos e dos afazeres do lar e, por esse motivo, acaba por não trabalhar fora (não exerce nenhuma atividade remunerada).
Nesses casos, havendo separação, é muito comum o juiz arbitrar um valor mensal a ser pago ex-marido a título de pensão alimentícia à ex-cônjuge, visando sua custear a sua subsistência.

Ação de Exoneração de Alimentos: Quando é Cabível?

Acabamos de ver os casos mais comuns de pensão alimentícia. Vimos as hipóteses em que é devido o pagamento da pensão.
A ação de exoneração de alimentos somente poderá ter ganho de causa na hipótese de não haver mais a necessidade de pagar a pensão.
Não havendo mais essa necessidade, é necessário ingressar com a ação de exoneração de alimento e provar isso ao juiz, mas a questão é:
Quando não há mais necessidade de pagar a pensão?
Para responder a esta pergunta, primeiro devemos verificar o que o juiz leva em consideração para impor o pagamento de um apensão alimentícia.
É o que veremos agora!
Para impor uma obrigação de pagar alimentos (pensão alimentícia), o juiz analisará a real necessidade em cada um daqueles casos que citamos acima.
Além da necessidade da pensão, o juiz também analisa a possibilidade financeira daquele que deva pagar a pensão.
Para tanto, o juiz sempre observará o trinômio: necessidade – possibilidade – proporcionalidade.
  1. Necessidade: A real necessidade do parente e receber essa ajuda financeira para a sua subsistência.
  2. Possibilidade: O juiz levará em conta se a pessoa que deva pagar a pensão, tem essa possibilidade em arcar com esses custos.
  3. Proporcionalidade: Também será considerada a proporção, o quanto que o devedor da pensão deverá pagar ao beneficiário.
Esse valor deve ser proporcional a suas condições financeiras e também às necessidades da pessoa que necessita da pensão.


Mas Afinal, Quando Que Eu Posso Ingressar Com a Ação de Exoneração de Alimentos?

Bom, já vimos quando é devida a pensão alimentícia e como o juiz faz para calcular a necessidade e o valor a ser pago.
Agora, fica mais fácil descobrir quando é que podemos entrar com uma ação de exoneração de alimentos para não mais pagar a pensão alimentícia, veja só!
Sempre poderemos entrar com essa ação, quando não precisarmos mais pagar a pensão, vamos ver como isso ocorre em cada um dos casos:

Ação de Exoneração de Alimentos - Pensão ao filho menor de idade ou incapaz

Quando podemos parar de pagar pensão ao filho menor de idade?
Podemos parar de pagar quando o filho completar 18 anos, ou mesmo antes, caso ele se emancipe e se torne uma pessoa capaz, mesmo ainda sendo menor de idade.
  1. Veja quais são as hipóteses que o filho menor de 18 anos pode se tornar capaz:

  • Casamento (somente a partir dos 16 anos);
  • Exercício de emprego público efetivo;
  • Estabelecimento civil ou comercial, ou pelo vínculo empregatício, desde que, em razão deles o menor de idade acima de 16 anos tenha suas economias próprias;
  • Colação de grau em curso superior;
  • Emancipação concedida pelos pais, mediante instrumento público (a partir dos 16 anos);
Nestas cinco situações ocorre a emancipação do menor de idade, que passa a ser considerado uma pessoa capaz, fazendo com que não haja mais o poder familiar,
Assim, diante da maioridade civil adquirida pelo filho, como não há mais o chamado poder familiar (vínculo jurídico entre pais e filho menor de idade) pode ser solicitado ao juiz que seja exonerado o pagamento da pensão.
Ou seja, nesses casos, pode se ajuizada a Ação de Exoneração de Alimentos para que não haja mais a obrigação de pagamento da pensão alimentícia.
Então, para que não haja a possibilidade de se ingressar na Justiça com esse processo, visando parar de pagar a pensão alimentícia a filho menor de idade, há duas possibilidades:
  • Quando o filho completa 18 anos, atingindo a maioridade civil;
  • Quando o filho é emancipado (por uma daquelas cinco razões);
Havendo uma dessas hipóteses, pode-se ingressar com a Ação de Exoneração de Alimentos.
Mas atenção! Para que você possa parar de pagar a pensão é necessário ingressar na Justiça com essa Ação de Exoneração de Alimentos!
Se o seu filho completar 18 anos, ou se tornar emancipado por algum motivo, (como casamento por exemplo) você não pode simplesmente deixar de pagar pensão alimentícia!
Isso mesmo, para deixar de pagar esse encargo você deve entrar com essa ação judicial, caso contrário você corre risco de ser acionado judicialmente para fazer esses pagamentos, cuidado!

Ação de Exoneração de Alimentos - Pensão ao filho maior de idade (que estiver cursando faculdade) ou Pensão ao ex-cônjuge ou Pensão a parentes necessitados

Quando podemos ingressar com a Ação de Exoneração de Alimentos para não precisar mais pagar esses tipos de pensão alimentícia?
Já vimos que esse tipo de pensão (obrigação de pagar alimentos devido ao vínculo de parentesco) é devida quando um familiar reconhecidamente tem a necessidade de auxílio financeiro para sua subsistência.
Além disso, o juiz também avalia a possibilidade financeira da pessoa que deva pagar essa pensão.
Sempre que a situação que ensejou o pagamento da pensão se alterar, desaparecendo a necessidade da pessoa que recebe a pensão, ou a não havendo mais a possibilidade da outra parte em pagar a pensão, poderá ser requerida o encerramento desta obrigação, mediante uma Ação de Exoneração de Alimentos.

Exoneração de Alimentos – Quando Não Há Mais Necessidade

Pode acontecer que essa necessidade da pessoa que precisa receber a pensão desapareça depois de um tempo.
É o caso, por exemplo, de um filho de 22 anos, que curse faculdade e receba pensão de seu pai.
Se este filho conseguir um emprego e começar a receber uma boa renda, não haverá mais a necessidade de recebimento de pensão alimentícia.
Outro exemplo, vamos pensar em um casal que se separa, o juiz condena o ex-marido a pagar pensão a ex-esposa, tendo em vista que ela não possuía renda própria.
Pode ser que, após algum tempo, essa mulher passe a trabalhar e obtenha a sua própria renda para subsistência. Nesse caso, também não haverá mais a necessidade de recebimento de pensão.
Nesses dois casos, como não há mais necessidade, a pessoa que paga a pensão pode solicitar ao juiz para que não precise mais pagar a pensão alimentícia.
Sempre que não houver mais a necessidade desse pagamento, a pessoa que paga pensão pode pleitear ao juiz que a pensão seja cancelada.
E como fazer isso? Mediante a Ação de Exoneração de Alimentos!

Exoneração de Alimentos – Quando Não Há Mais Possibilidade

O mesmo ocorre quando a pessoa que paga a pensão alimentícia, por algum motivo, não tem mais a possibilidade de pagar.
Por exemplo, vejamos um caso em que dois irmãos devem pagar pensão alimentícia à mãe idosa, que não tem renda.
Se de repente um deles perder o emprego e não conseguir uma fonte de renda, poderá ingressar em juízo como uma ação de exoneração de alimentos, demonstrando que não tem mais nenhuma possibilidade financeira de arcar com a pensão.

Ação de Exoneração de Alimentos: Afinal, O Que é Preciso Para Dar Certo?

A Ação de Exoneração de Alimentos é o processo judicial correto para solicitar ao juiz que cesse a nossa obrigação de pagar pensão alimentícia.
Mas, conforme vimos neste post, não basta apenas entrar com essa ação na Justiça. É necessário comprovar, através dessa ação, que houve mudança em relação aos fatos que ensejaram o pagamento desta pensão.
É isso mesmo, para obtermos sucesso nessa ação, o melhor caminho é conseguir comprovar que houve mudança naquela relação possibilidade-necessidade.
Ou seja, nossas chances de ganho de causa aumentam muito se comprovarmos um destes dois fatos: ou comprovamos que não há mais a possibilidade de arcarmos com o pagamento da pensão; ou comprovamos que não há mais necessidade da pensão, por parte do beneficiário.
Como conseguir provar isso?
Não se preocupe! O seu advogado saberá qual a melhor forma de provar isso em juízo.
Então, se o seu caso se enquadra nessas hipóteses que nos referimos neste artigo, não deixe de consultar um advogado para verificar a possibilidade de ajuizamento da Ação Judicial de Exoneração de Alimentos.
Mas se você ainda ficou com alguma dúvida, e quer saber mais sobre esse assunto, deixe um comentário que respondemos para você!
E se você gostou deste artigo, não deixe de compartilhá-lo em suas redes sociais!
Autor: Yuri Mohandas Larocca Franco

Recomendo a Leitura do texto: Divórcio Extrajudicial – Guia Simplificado Passo a Passo o texto esclarece os procedimentos para realizar o divórcio em cartório.

Como montar uma empresa de guincho

Você certamente já notou que a quantidade de veículos circulando nas cidades é grande e vem aumentando ainda mais, então em meio a tudo i...